Contra a política “Tiririca”

Conheço o Maurício há seis anos. Ele representa o que há de meljhor na juventude do PSOL em São Paulo e sua crítica à política dos Tiriricas é das mais corretas. concordo com ele em gênero e grau. Por isso, leiam Vote CONTRA a “Política Tiririca”, por Maurício Costa*

30.08.2010 · Corrupção, Juventude, PSOL, Política Nacional

O humorista Tiririca é candidato a deputado federal, escrachando a política. Seus slogans são ‘pior que ta não fica’ e‘se a política é uma palhaçada, vote no palhaço’. Diz não saber o que faz um deputado federal, mas afirma: ‘vote em mim que quando me eleger eu te conto’. Com tantos velhos políticos sedentos por uma votação extraordinária do humorista que gere gordas sobras de votação para sua chapa, depois das eleições a pergunta que pode ficar é: quem será o palhaço da história?

A “Política Tiririca” adota a linha de esculacho com a política nacional que é reforçada por tantas candidaturas de “celebridades” como as mulheres-fruta, os ex-jogadores de futebol, os animadores de auditório, etc.

Até aqui nenhuma novidade. Em 1958 quando a votação ainda era por cédulas, ganhou grande destaque a “candidatura” do Cacareco, um rinoceronte do zoológico paulista “lançado” ao pleito eleitoral por jornalistas como crítica ao baixo nível político dos candidatos da época. Depois, em 1988, o “candidato” da vez foi o macaco Tião, um chimpanzé de zoológico carioca que chegou a alcançar o recorde de 400 mil “votos” para a prefeitura carioca. Essas candidaturas eram um misto de tiração de sarro e protesto ingênuo contra o velho jogo dos políticos que recheavam as eleições de promessas que nunca seriam cumpridas e de jogos de cena que mais pareciam surgidos dos picadeiros.

No caso da candidatura de Tiririca, não se engane, não há nada de ingenuidade, muito menos de protesto. Diferentemente de Cacareco ou Macaco Tião, Tiririca é candidato “de verdade” e tem grandes chances de se eleger, chegando ao Congresso Nacional. Para aliados e correligionários sua candidatura é “puxadora de votos”, isto é, aquela que pode ter tantos votos que elegerá outros candidatos de sua chapa, como fez Enéas em 2002.

Por trás dos gracejos de Tiririca estão candidatos de sua coligação ansiosos para que o humorista “estoure” de votos nas urnas, ávidos pelas sobras de sua votação, em busca despudorada por votos. Você sabia que votando em Tiririca pode eleger muitos dos que são acusados de corrupção, mensaleiros e candidatos da ‘velha política’?

Tenho visto a tristeza e revolta de muitos que acreditaram na construção do PT como alternativa que o partido seja o carro-chefe dessa coligação que entra no vale-tudo pelo voto. O PR, partido de Tiririca, era a sigla de José de Alencar, vice de Lula e é comandada hoje por Valdemar Costa Neto, que renunciou ao cargo de deputado federal em 2005 para escapar da cassação após ser acusado de envolvimento no caso do mensalão.

A “Política Tiririca” é uma grande ação de marketing que se aproveita de uma verdade evidente para construir uma mentira. Todos sabem que o Congresso brasileiro está chafurdando na lama porque os políticos tradicionais são vendedores de promessas, marionetes dos marqueteiros e que as grandes fortunas transformam o Estado em um balcão de negócios sujos e corruptos que dominam o país. Mas o resultado final do “pior não fica” é reproduzir a velha política e não contestá-la como dá a entender a propaganda. Até porque a política que é ruim para a maioria da população pobre e trabalhadora tem sido muito boa para banqueiros, rentistas, especuladores, latifundiários…

Como prova de que a tendência é que nada mude, Tiririca chegou a declarar inclusive que empregaria sua família se fosse possível, afinal de contas: “Primeiramente minha família. Depois, a galera”. Sarney e companhia devem estar felizes da vida com essa propaganda!

Para as exceções, como nós do PSOL, que se propõem a fazer uma política diferente, comprometida com o povo e contra a corrupção, toda essa palhaçada representa um retrocesso. Nada contra os profissionais do circo que são ofendidos sempre que determinados políticos são chamados de ‘palhaços’. Nada contra o próprio humorista, mas a espetacularização do voto só serve para reforçar o que há de mais atrasado, retrógrado, conservador e perverso da política. A existência desse tipo de política demonstra que sempre pode ser pior. E, no final das contas quem pode estar sendo feito de palhaço é você.

*Maurício Costa é candidato a deputado federal pelo PSOL em São Paulo e acredita na construção de uma nova e VERDADEIRA alternativa contra a velha política.

Carta dos Jornalistas

Recebi a carta dos jornalistas e a postei por causa de sua importância.

Carta de Porto Alegre
Os jornalistas brasileiros, reunidos em seu 34º Congresso Nacional, realizado em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, de 18 a 22 de agosto de 2010, dirigem-se à Nação Brasileira para reafirmar a defesa do Jornalismo como bem público essencial à democracia e a defesa dos jornalistas como categoria profissional responsável pela efetiva produção jornalística, dentro do princípio do direito da sociedade à informação.

Há no país uma ação permanente patrocinada pelos grandes grupos de comunicação para desqualificar o Jornalismo, confundindo propositadamente a produção de informação jornalística com entretenimento, ficção e mera opinião. Igualmente, a categoria dos jornalistas sofre ataques à sua constituição e organização.

Por isso, mais uma vez, os jornalistas brasileiros afirmam a defesa da regulamentação da profissão e conclamam a sociedade a apoiar a luta pela aprovação das Propostas de Emendas Constitucionais (PECs), em tramitação no Congresso Nacional, que restituem a exigência da formação de nível superior específica para o exercício da profissão.

Os jornalistas brasileiros entendem que a luta pela regulamentação da profissão e pela democratização da comunicação é de interesse público. Por isso, pedem a continuidade da Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) como instância democrática e plural de discussão e deliberação das políticas públicas para o setor.

Em seu 34º Congresso Nacional, os jornalistas brasileiros afirmam a necessidade de dar consequência às decisões da 1ª Confecom e destacam como prioridade a criação do Conselho Nacional de Comunicação como instância deliberativa, a criação do Conselho Federal de Jornalistas (CFJ) e do Código de Ética do Jornalismo e a aprovação de uma nova e democrática Lei de Imprensa para o país.

Não por acaso, no mesmo período de realização do 34º Congresso dos Jornalistas, a Associação Nacional dos Jornais (ANJ) reuniu-se no Rio de Janeiro para defender seus interesses empresariais, antagônicos aos da grande maioria do povo brasileiro. Falsamente, a ANJ afirma defender a liberdade de expressão e de imprensa, mas aponta para uma autorregulamentação do setor, sob o controle do patronato, em contraposição às propostas de regulação e regulamentação, por lei, defendidas pelos trabalhadores.

Os jornalistas brasileiros denunciam a exploração a que são submetidos pelos donos dos veículos de comunicação, que violam abertamente os mais comuns direitos trabalhistas. Reafirmam sua luta por melhores condições de salário e trabalho, pelo respeito à jornada diária, pela aplicação do Código de Ética da profissão, pela garantia de segurança no exercício profissional e contra a precarização das relações de trabalho. Tomam, ainda, a iniciativa de fortalecer a posição dos jornalistas no âmbito da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e de outras centrais sindicais.

Além das lutas sindicais específicas, os jornalistas brasileiros se comprometem a trabalhar no combate ao racismo e pela promoção de políticas de equidade de gênero, raça e etnia na organização da categoria e na produção jornalística. Também destacam a importância de fortalecer os veículos públicos de comunicação e seus serviços noticiosos, como a Voz do Brasil, ameaçada atualmente por um projeto de lei apoiado pelas empresas jornalísticas.

As lutas da categoria no Brasil somam-se às dos jornalistas de outros países da América Latina e do Caribe, do continente africano e dos demais países reunidos na Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ), que estiveram presentes no 34º Congresso Nacional.

Por fim, às vésperas de eleições gerais no país, os jornalistas brasileiros conclamam os candidatos, em nível nacional e estadual, a se comprometerem com as bandeiras da democratização dos meios de comunicação e com a defesa do Jornalismo e da regulamentação profissional dos jornalistas.

Porto Alegre, 21 de agosto de 2010

http://www.fenaj.org.br/materia.php?id=3154

11 de agosto

11 de agosto é uma data muito importante.
É o dia do estudante. Desde que comecei a militar. todo dia 11 de agosto, a juventude do MES organizava com o movimento estudantil de Porto Alegre, atos em defesa da educação pública e contra os cortes de verbas dos governos. Foram muitas mobilizações, vitórias e derrotas. A geração da Frente de Grêmios: Marcus, Bernardo, Vicente, Ronald. Camila, dentre tantos outros certamente mudaram a cara do movimento estudantil nos anos 2000. Depois com a geração dos áureos tempos do DCE da UFRGS sempre marcamos também a data junto com diversos ativistas da Universidade. Aprendi tanto com eles, e juntos conquistamos um posto avançado da juventude que luta,  como é o nosso mandato.
parabéns aos estudantes! Que a data sirva para reviver a memória de lutas do passado e prospectar as do futuro.
Queria parabenizar também os advogados pelo seu dia e contar que a data também é muito especial para mim, pois é o aniversário de duas pessoas muitos especiais: minha vó Wilma e o meu irmão Pablo. Parabéns a tod@s

A Vergonha da saúde pública no Brasil

Recebi este e-mail e resolvi publicar no blog para desmentir os que estão sempre dizendo que o Brasil e a saúde estão um beleza. Esta é a realidade, da demora da marcação, de atendimento, etc…
Um abraço a todos
Fernanda

No mês de janeiro, solicitou, no posto de saúde santa Cecília, uma consulta com um especialista, um oftalmo.
Foi informado de que entrariam em contato com ele para a marcação.
Passados vários meses, acreditando que talvez tivesse sido esquecido, ligou para o posto,
onde a funcionária só faltou rir da cara dele, esclarecendo que ainda estava marcando as consultas de 2009.
Na semana passada, ele recebeu o esperado telefonema (já pensou se fosse urgente?)
e a consulta foi marcada esta manhã, às 7h30 da manhã, no hospital Petrópolis.
Pois bem, acabei de falar com ele e ele disse que deve haver outras 100 pessoas aguardando o atendimento,
e que recém lhe informaram que “parece” que a médica estaria chegando e começaria a atender os pacientes.
São quase três horas de atraso para um atendimento que nem começou.
Um desrespeito e descaso total com as pessoas!
É ano eleitoral, os escândalos na saúde foram esquecidos e o povo trabalhador…
O dinheiro da saúde, para variar, foi parar no bolso de uns poucos e o atendimento é o mesmo de sempre.
Obrigada pela atenção e espero contar contigo para a divulgação desses fatos,
reflexo direto da política no dia-a-dia do cidadão.
Mariana

Engenharia de trânsito deve cuidar da vida dos pedestres

Ontem estivemos no Programa da Taline e do Juremir, na rádio Guaíba, para falar sobre as propostas do PSOL para o governo do Estado. Pedro Ruas, de forma brilhante, apresentou nossa coerência política partidária ao defender mudanças nos rumos do RS, mostrando de onde sairão os recursos para aplicar em saúde, educação e segurança, e defendendo o Piso Nacional dos Professores.

Juremir Machado fez uma reivindicação importante, atentar para a sinaleira da rua Ramiro Barcelos, que com a abertura da avenida Protásio Alves, ligando a Ramiro ao centro da Capital, fica apenas 4 segundos aberta. Hoje, ao meio-dia, estive lá, durante meia hora, averiguando o fluxo. É impossível o pedestre atravessar nesse minúsculo tempo! Certamente, a mudança ajuda o fluxo do trânsito, mas não pode prejudicar a travessia de transeuntes e aumentar a possibilidades de acidentes.

Pedro Ruas e eu estamos pedindo uma reunião, ainda nesta semana, na EPTC, para apresentar o problema e discutir as possibilidades que melhorem o trânsito, mas também protejam as vidas.

Carta de Pedro Almodóvar ao Senado Argentino

Como cinéfila, sempre adorei os filmes de Almodovar, e adorei sua carta aos senadores argentinos sobre o casamento entre homossexuais publicada no El País. Por isso resolvi postá-la no blog.
Por Pedro Almodóvar

Queridos amigos: O matrimônio homossexual não faz mal a ninguém, não rouba nada de ninguém, pelo contrário, deixa feliz a muita gente, lhes proporciona a possibilidade de viver de uma maneira honesta, plena e coerente junto à pessoa que amam. É um direito essencial em toda a sociedade civilizada, do contrário se estaria marginalizando a muitas pessoas em virtude de sua sexualidade.
Falar de igualdade neste sentido não é um capricho de degenerados, a Declaração Universal dos Direitos Humanos afirma que somos todos iguais, com liberdade de opção sexual, religião, condição social, idioma, raça,etc..
Não se pode permitir que idéias sectárias, retrógradas, imobilistas, sexistas e injustas impeçam a uma sociedade livre de progredir.
É mentira e ridículo clamar que o matrimônio homossexual representa um perigo para a família. Ao contrário, as famílias homossexuais asseguram o futuro da idéia de família e a enriquecem. Não se pode impor a família biológica como único modelo familiar, ou se estaria indo contra a realidade. Se alguma coisa caracteriza a família contemporânea é a sua enorme variedade. Conheci famílias só com uma mãe, só com um pai, duas mães, dois pais, famílias multiétnicas, famílias nas quais nenhum dos pais é biológico. Famílias cujos membros pertencem a línguas e culturas distintas, famílias que em milhões de casos não são católicas.Queira-se ou não, essas famílias existem e adoram a seus filhos,e os cuidam e educam como qualquer família biológica, porque estão baseadas no amor e na solidariedade humanas.
Não estou em condições de pedir nada aos senhores do Senado argentino. Para aprovar a lei que permita matrimônios homossexuais não apelo nem mesmo ao seu sentido de justiça. Somente lhes peço que ouçam seu senso comum. É só isso que precisam para votar afirmativamente.

Cineasta espanhol

Olhem só quem manda, o PT não é mais aquele!

PMDB força retirada de propostas radicais

Algumas horas após registradas no Tribunal Superior Eleitoral as diretrizes do programa da coligação PT/PMDB para um eventual governo de Dilma Rousseff, a cúpula peemedebista mostrou sua força e obrigou a cúpula petista a enviar outro texto, com alterações em pontos considerados radicais pela sigla aliada. No ato do registro da chapa Dilma/Michel Temer, o PT protocolou como programa provisório uma síntese do documento “A grande transformação”, aprovado no Congresso Nacional do PT, em fevereiro. O documento prevê reforma tributária com imposto sobre grandes fortunas, controle da mídia, descriminalização de ações de movimentos sociais, como as invasões do MST, e compromisso com redução da jornada de trabalho para 40 horas.

No fim do dia a cúpula do PT enviou ao TSE novo documento, retirando três propostas polêmicas: taxação das grandes fortunas; revogação da medida provisória do governo FH que impede invasores de terras de serem beneficiados pelo programa de reforma agrária; e compromisso com a jornada de 40 horas semanais.

Na primeira versão enviada pela manhã, o plano de governo Dilma para reforma tributária dizia: “reforma tributária que reduza os impostos indiretos, desonere os alimentos básicos (…), valorizando a tributação direta, especialmente sobre as grandes fortunas”. Na nova versão, o texto extingue a taxação das grandes fortunas.

Na primeira versão sobre os movimentos sociais, o PT se comprometia a revogar atos do governo FH que coíbem as invasões e punem invasores. Essa parte foi retirada na segunda versão. Um dos responsáveis pela elaboração da proposta de programa de governo do PMDB , o vice-presidente da Caixa Econômica Federal Moreira Franco disse que o programa de governo registrado não tem nada a ver com a do PMDB.

- O que foi registrado foi o programa do PT. Tenho convicção que vamos ter um programa de governo que retrate a visão política dos partidos que compõem a coligação – disse.

O programa de governo apresentado pelo candidato tucano à Presidência, José Serra, à Justiça Eleitoral, limitou-se a reproduzir dois de seus discursos: na convenção nacional do PSDB e no encontro nacional das legendas que integram a coligação.

Violências contra os professores

Recebi e resolvi postar este artigo da companheira pela seriedade do tema.

Violências contra o magistério (II)
Maria Izabel Cattani
izabelcattani@cattani.adv.br

O assunto volta à tona após noticia do último dia 16 sobre o assalto que uma professora sofreu dentro de uma sala de aula em uma escola estadual de ensino fundamental de Porto Alegre. Teve grande repercussão na imprensa do Estado. Exemplos: Juremir Machado da Silva (Correio do Povo,17/06/2010) escreveu: “Vida de professor transformou-se em atividade de alto risco”. Continua: “A situação é tão melancólica, para bem e para mal, que o assaltante não tinha munição (só um velho revólver). Roubou R$ 10,00 da professora. Essa quantia diz muito, diz tudo, grita como o sintoma de uma doença grave, um mal que está aí, bem aí, mas vai sendo empurrado com a barriga”. E mais: “Talvez a professora assaltada seja uma pessoa sensata, aos 58 anos de idade, e não vá para a escola com muito dinheiro na bolsa. Ou quem sabe, escolada, como todos nós, carregue apenas o dinheiro do transporte e o dinheiro do ladrão. Mais provável é que uma professora, na metade do mês, não tenha mais do que R$ 10,00 para carregar no bolso. Esse é o estado das coisas, o estado ao qual chegamos, o caos”. Paulo Sant’Ana (ZH,17/06/10) diz: “Para se ter uma idéia da penúria das professores, ela só tinha R$ 10,00 na sua bolsa e entregou-os ao ladrão. Que crise!”. Também nesse mesmo jornal (16/06/10) Humberto Trezzi afirma: “O diferente, nesse caso, é que a violência do aluno contra a professora do bairro Jardim Floresta se manifestou por meio de um assalto. Em 25 anos de profissão, jamais li ou ouvi falar de ato semelhante. Mas outros tipos de violência, sim, abundam na relação aluno- professores”. Ora, além da violência física e verbal que os professores vêm sofrendo nas escolas, há aquela orquestrada pelas políticas governamentais que não priorizam a educação e que são, sem dúvida, a origem desses fatos agora lamentados pelos jornalistas. Portanto, a violência não é só na “relação aluno-professores” conforme comentado mais acima, mas governos-professores, o que não é novidade nenhuma. Os professores há muito tempo vêm lutando contra essa situação de desprezo do Estado e de alguns setores privilegiados da sociedade. Não é por acaso, pois, que a coluna de hoje tenha o mesmo titulo da que foi publicada em 04/04/09 quando já comentávamos sobre as muitas violências contra o magistério. Entre elas, dizíamos que a política salarial é a primeira das formas de violência contra o professor, eis que o salário é parte integrante da carreira. Em uma sociedade em que perversamente o dinheiro é um valor máximo, essa situação fulmina injustamente a dignidade profissional dos mestres, pois é um meio iníquo de não reconhecer a sua fundamental, indiscutível e indubitável função social na formação de todos os cidadãos. Da mesma maneira, as demais conquistas dos educadores estão ameaçadas: o plano de carreira com a tal meritocracia, as formas democráticas de educação e as de formação e atuação na sua vida profissional e sindical, entre outras. Neste quadro, o assalto sofrido pela professora em plena sala de aula é mais um, portanto não o único, dos agravantes na atual situação da educação pública do Estado.
Violências contra o magistério (II)
Maria Izabel Cattani
izabelcattani@cattani.adv.br

Direitos Humanos investiga repressão a estudantes da UFRGS

Hoje estive na Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembléia Legislativa na reunião para discutir a repressão e violência com que foram tratados os estudantes e movimentos sociais quando da discussão do Parque Tecnológico na UFRGS. Na mesa estavam o Glauco Araújo representante o movimento estudantil, a Cláudia o MTD e o Miguel , a ASSUFRGS.

O Parque Tecnológico, que a reitoria queria aprovar sem discussão da comunidade acadêmica, teve audiências públicas realizadas a partir da mobilização destes setores. Nosso mandato desde o início participou destes atos e vimos dentro da Universidade posturas que desde a ditadura militar a UFRGS não presenciava. Nem quando ocupamos a reitoria para conquistas as ações afirmativas, o RU da ESEF, a reforma do prédio das Artes teve esta repressão. Nem quando lutamos contra a venda da pesquisa da Universidade para a multinacional depredatória Aracruz Celulose, vimos agressões aos movimentos.

No dia 03 de março as mulheres camponesas se organizavam para se manifestar dentro da Universidade Pública, paga com os impostos de todos os trabalhadores, para que a pesquisa desenvolvida na Universidade fosse para ajudar a combater as desigualdades sociais históricas do Estado, quando a reitoria mandou fechar todos portões e pediu a Brigada Militar fazer ronda. Ainda bem que os estudantes abriram os portões para o povo entrar.

Já no dia 05 de março houve uma mobilização pedindo a retirada do projeto do Conselho Universitário e mais debate com a comunidade acadêmica e a sociedade. Os debates ocorreram, fruto destas mobilizações, mas os ativistas foram agredidos a mando da reitoria, quatro estudantes ficaram feridos. Hoje na audiência, repleta de estudantes, de Diretórios Acadêmicos, dos coletivos estudantis, a reitoria além de não comparecer, disse que “não tinha o que discutir”. Um absurdo completo.

Importante é a resistência e a luta dos estudantes que não deixaram passar a criminalização dos movimentos dentro da Universidade. Segue a luta em defesa de uma Universidade Pública e, verdadeiramente, Popular!

Capitalismo: uma história de amor?

Gostaria de recomendar o excelente documentário do Michel Moore sobre as injustiças, falácias e mentiras do capitalismo, principalmente o imperialismo estadunidense (no início do filme com um trocadilho sonoro e visual, Moore faz uma associação brilhante da atualidade com o Império Romano). Não é á toa que o filme não passou pelos cinemas e a crítica não deu muita importância para, talvez, a melhor obra do cineasta, que é acima de tudo um ativista. Desmascara o papel dos grandes bancos, principalmente o Goldman Sachs (o mesmo que maquiou as contas da Grécia, para este país poder entrar na União Européia. Será mera coincidência?) nos principais postos econômicos do governo dos EUA. Mostra a decadência da classe média americana, fruto deste sistema de enriquecimento de poucos em detrimento de muitos. A fraude das hipotecas imobiliárias que começou a crise de 2008, e os seguros de vida (ou de morte?) coorporativos são mais que chocantes. Acima de tudo, o Estado atuando para salvar os grandes, ou seja, a burguesia que começou a crise e o mesmo Estado atuando para despejar milhares de pessoas enganadas pelo canto da sereia dos especuladores. Por fim, o convite que não conterei para que você veja o filme. Termino com a Mafalda “Ou a gente se apressa para mudar o mundo, ou logo o mundo muda a gente”